quinta-feira, 12 de julho de 2012

Crítica: "Puncture"

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Chris Evans como um advogado viciado em drogas que pega num caso de uma companhia de suplemento medicinais. Uma sinopse interessante, sem dúvida alguma, baseado numa história verídica o que lhe dá mais uns pontos, mas será que é apenas a sinopse o único ponto interessante neste filme?



Em relação à sinopse, talvez deva acrescentar que Michael Weiss (Chris Evans) e Paul Danziger (Mark Kassen), melhores amigos, tem uma empresa de advogados e decidiram pegar no caso da Safety Society, companhia que criou as agulhas não reutilizáveis que impedem doenças como a Sida, Hepatite B, Hepatite C, e por ai fora. Como tal irão lutar contra a atual companhia de suplementos medicinais de todo os Estados Unidos da América, United Medical. Isto é resumidamente um caso de David versus Golias.



O desenvolvimento em si é deveras interessante, bem construído e muito bem delineado, consegue controlar as emoções do espectador de uma forma brilhante. O facto de ser uma história verídica dá este filme uma responsabilidade maior, tinham a “obrigação” de retratar os envolvidos e a sua própria história de uma forma real, e tal foi muito bem conseguido. Temos Paul Danziger uma homem de família, casado e às portas de ver nascer o seu primeiro filho, Danziger é interpretado por Mark Kassen, um ator pouco conhecido do cinema, tendo participado mais em filmes para a televisão. No entanto, Kassen tem uma bela prestação, a sua personagem não é muito exigente, mas quando Danziger precisa de se expressar mais livremente, Kassen dá-nos uma bela performance. Chris Evans, o “nosso” Capitão América, interpreta Weiss, um homem casado que acaba divorciado, viciado em drogas e que tenta lutar contra os seus próprios demónios. Evans tem uma personagem muito mais extravagante que consequentemente é mais interessante, é um lutador nato mas tem vícios ou problemas, como quiserem chamar-lhe, que o impedem de lutar a cem por cento pelos seus objetivos como advogado, é uma personagem que mexe com o espectador.


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Chris Evans tem uma interpretação espetacular, muito bem conseguida e que mostra que Evans não é apenas um ator de blockbusters. Por fim, em termos secundários ainda temos o criador da Safety Point e também criador das agulhas não reutilizáveis, Jeffrey Dancort que é interpretado por Marshall Bell que nos proporciona uma interpretação mais que satisfatória e muito importante ao longo do filme.


O argumento não é algo espetacular ou brilhante, é satisfatório, temos certos diálogos intensos que valem muito a pena, mas no geral é um argumento que vive muito das interpretações. Antes de finalizar (spoiler alert), não me posso esquecer da crítica à sociedade que este filme é, um abre olhos para as situações ainda existentes mesmo depois de terem conseguido implantar as tais agulhas. É uma vergonha saber que o mundo inteiro não aderiu a estas agulhas e que ainda morrem pessoas graças a isso.


Puncture, um dos melhores filmes que passou pelos cinemas nacionais nestes últimos tempos, não é perfeito mas é um filme brilhante que merece ser visto por toda a gente. Um desenvolvimento e elenco excecionais. Estreia hoje.


4 Estrelas em 5


Realizador: Adam Kassen, Mark Kassen


Argumento: Paul Danziger, Chris Lopata, Ela Thier


Elenco: Chris Evans, Mark KassenMarshall Bell, entre outros.






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