sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Crítica: "Write Me Back", de R. Kelly

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R. Kelly = cantor, compositor e produtor musical. Já tem 45 anos de idade, mas este americano continua a mostrar o seu gosto pelo que faz. A 26 de Junho de 2012, R. Kelly lança o seu álbum Write Me Back. Dois anos após o lançamento de Love Letter, este álbum é aquilo a que se pode chamar de continuação, pois apresenta o mesmo género musical. Estes dois álbuns são uma “recordação” dos anos 50 até aos anos 70, e da música Soul, onde R. Kelly faz um memorial a grandes artistas como Barry White, Sam Cooker e Michael Jackson. Porém, não nos esqueceremos que o artista americano mantém um pouco o seu estilo R&B espalhado pelo álbum.



Write Me Back é o 11º álbum de R. Kelly. O artista americano apresentou-nos como primeiro single deste álbum “Love Is”. Um single que demonstra o que é o amor (daí o título) e o que ele sente em relação à sua amada. Kelly diz que escolheu este single para apresentar o álbum, pois tem um ritmo contagiante, e é um single com um tema explicativo ao que se segue dentro do álbum. Com isto, posso dizer que o ritmo segue o estilo que ele tanto pretende (R&B Soul), com um significativo toque de gospel, e é bom para uma trilha sonora de uma cerimónia de casamento, ou talvez para explicar à pessoa amada o que sentimos quando estamos com ela.


Contudo, o êxito deste álbum é o single que fecha o mesmo: “Share My Love”. Este single segue o género musical Disco, o que para muita gente pode ser delirante e original… Se R. Kelly não tivesse feito deste álbum uma continuação do seu anterior. Traduzindo “Share My Love” para português (“Partilhar o Meu Amor”), e tendo em conta que neste álbum o artista vai falar de amor, eu fico com a sensação de que vai sair daqui mais um romantismo. O que não é mentira, de todo. Mas Kelly não deixa o seu estilo, e como tal ele pretende partilhar o seu amor de uma forma sexual, querendo mesmo preencher o mundo, ou seja, procriar. Passo a citar: “Let's do what we were born to do: populate, let's get together. Populate, make the world better” (“Vamos fazer o que nascemos para fazer: preencher. Preencher, para fazer um mundo melhor”). Pessoalmente, não sei o que esta música tem de tão extasiante: se é o facto de ele querer procriar, se é o género musical próprio dos anos 70, ou se é o facto de, no videoclip, ele querer procriar com uma data de mulheres. Mas que é um êxito, é.



Write Me Back não é apenas um álbum romântico. É um álbum que retrata o amor, vive emoções, fala-nos de sexo, quer curtir a vida, quer festejar, quer reviver tempos antigos, quer voltar aos velhos clássicos, quer tudo e talvez acabe por tê-lo. Kelly mostra-nos neste álbum ritmos que nos deixam dançantes como “All Rounds On Me” ou “Party Jumping”. Mas de resto, em todas as outras faixas aqui existentes, temos ritmos de Soul, de Disco, de Rock and Roll, R&B e gospel para nos falarem de amor, do quão doce um homem pode ser, do quão bem ele trata uma mulher, do quanto ele quer a tal mulher e o que faz por ela ou era capaz de fazer.


Este seu último álbum tem sido bem recebido, não tendo, por enquanto, pontuações e críticas de certo modo negativas. Alguns acham que R. Kelly está a seguir o seu estilo e não chamam a isto de grande inovação, outros dizem o oposto. A tão conhecida revista de música americana Rolling Stone diz-nos o seguinte sobre o álbum: “É um virtuoso pastiche – mas os setenta de Kelly são mais loucos que os dos vossos pais.” Foi de facto uma crítica que me fez soltar uma breve gargalhada. Não discordo, mas honestamente, não acho o álbum tão grandioso assim. É de facto uma boa ideia reinventar os anos 50 até aos 70… Mas não considero que de um modo R&B Soul seja o mais indicado. Mas ainda assim, o jornal Los Angels Times contradiz o que acabo de dizer. “A elevação viva de Write Me Back encontra-o num local perfeito de nostalgia e habilidade moderna.”. Como podemos ver, este álbum tem sido muito bem aceite por todos.



R. Kelly não é dos meus artistas preferidos, aliás conheço-o quase tão mal como o filme da Guerra das Estrelas: nunca vi. O cantor, compositor e produtor musical americano não conta com nenhuma participação neste álbum, para além de ele próprio. O estilo musical não é algo que me satisfaça, pois não é algo que aprecie. Contudo, avalio-o e digo que Kelly continua com uma excelente voz, com uma boa originalidade, mas a nunca deixar para trás o tema sexual e amoroso nas suas músicas. É um álbum relativamente bom para quem não conhece o artista, mas um álbum talvez acima de bom para quem o conhece e o admira.


É um facto que R. Kelly não deixou para trás o que tinha começado em “Love Letters”, e quis, então, fazer disso uma continuação. Talvez tenha futuro, nunca se sabe. Só sabemos que por enquanto está a ter sucesso, e todos os seus fãs e as comunidades estão a gostar. Pessoalmente, não rejeito o álbum. Mas digo que provavelmente não o irei ouvir novamente, pois certamente vou achá-lo desajeitado e lixo para os meus ouvidos. Não por estar mau, simplesmente porque é um género musical que não me agrada, e porque não acho o álbum muito surpreendente.


Para todos os fãs de R&B, Soul e Disco, este álbum é-vos aconselhado por mim. É original, a ideia está lá, e a modernidade dos tempos que correm, igualmente. Oiçam, provavelmente irão gostar. Ou não. Não condenarei quem não gostar; eu própria sinto-me apática em relação a ele.


3 estrelas em 5






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