quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Crítica: Beauty And The Beast - 1x03 - "All In" (The CW)

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 Tenho acompanhado esta série desde do princípio. Aliás, não é muito difícil, tendo em conta que, ainda, só tem três episódios. É uma série que me tem surpreendido, infelizmente não tanto na positiva como gostaria. Porém, continuo-o a assistir. E porquê? Vejamos.



 Um juiz de grande prestígio é atropelado num parque de estacionamento. Trata-se, obviamente, de homicídio. Contudo, este caso não vai ser resolvido por Catherine e Tess, estando estas como agentes de reserva, mas sim pelo detective Wolansky (Haaz Sleiman) e o seu parceiro de trabalho. Mas Cat não se contendo faz de tudo para ver este caso resolvido, com uma ajudinha de Vincent, pondo em risco o seu cargo, o da sua parceira Tess, e o segredo de Vincent.


 Antes de iniciar a crítica a este episódio, queria chamar a atenção a uma coisa, que acho extremamente relevante nesta série. Como referi na crítica ao primeiro episódio, Vincent é um monstro devido a uma experiência feita pelo exército. Quando esta experiência foi feita, recorreram a vários homens para a poderem realizar. Quando viram que quando estes, após a transformação genética, se irritavam tornavam-se em monstros, decidiram matá-los a todos, exceto Vincent que conseguiu escapar. Desde então, andam à sua procura, pois descobriram que ainda viveria. Isto tudo para vos explicar que no decorrer desta série, em cada episódio, há uma conspiração manhosa cada vez maior relativamente a este caso, e isso tem-se demonstrado de forte interesse na série.



 All In, é o nome deste episódio que trata do homicídio do juiz Hanson (Roger Shank), num parque de estacionamento. Atropelamento. Como culpada temos Iris (Lara Jean Chorostecki), uma imigrante da Bósnia que andava a ser vista, no seu local de trabalho, com o falecido juiz. Não querendo acreditar que Iris é realmente a culpada, Catherine, mesmo sendo agente de reserva para este caso, vai envolver-se demasiado com o mesmo. E é aqui que eu vi uma certa vulgaridade em termos de policial. Pois, sinceramente, já não é a primeira vez que vejo uma série policial onde um agente resolve um caso para o qual não é chamado.


 E foi neste episódio que realmente conseguimos reparar o quão o antigo médico, Vincent Keller, continua a gostar de ajudar as pessoas, bem como não se consegue manter longe de Cat. O desenvolvimento deste episódio é de facto interessante, atrevo-me a dizer que é bem mais interessante que o anterior. Temos um caso comum, mas com o seu quê de interesse. Temos uma resolução do caso já antes vista, mas, novamente, com o seu quê de interesse. Temos romance a começar a pairar no ar, que só nos apetece ver como desenvolve. Mas temos que ir com calma, as relações levam o seu tempo. Aliás, estamos a falar de uma bela e de um belo monstro.


 E assim temos mais um episódio de Beauty And The Beast a não perder. Tal como todos os outros, não temos aqui nada de peculiar que mereça grande mérito, numa opinião pessoal. Contudo temos um final extremamente interessante, revelando-nos mais um pouco da conspiração existente aqui, que se desenvolve ao longo de toda esta temporada. Bem como temos o desenvolver da relação possivelmente amorosa entre Cat e Vincent que, de igual modo, se desenvolve (obviamente) durante toda esta série.


 É um episódio prudente, tem carisma digamos assim. Merece ser visto, por qualquer um. Tem um desenvolvimento calmo, mas bom, embora banal, é interessante. Mas volto a avisar que para quem gosta de policiais e de algo surpreendentemente novo, esta série não vos vai agradar muito. Contudo, esta é daquelas séries que vemos na televisão não por amor à mesma, mas sim porque entretém ao ponto de não nos apetecer mudar de canal, e de, muito menos, nos apetecer tirar os olhos do ecrã.


 Melhor: o surgimento inesperado, e que nos deixa expectantes, da chamada conspiração, no fim.


 Pior: mais uma vez, a vulgaridade do enredo da história.


 

7 estrelas em 10

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