sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Crítica: "Arbitrage"

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Corrupção, economia, morte, lavagem de dinheiro, família, mentiras, um grande misto de emoções. Será que este Arbitrage conseguiu surpreender?



Richard Gere é Robert Miller que aparenta ser o retrato vivo do sucesso à americana no mundo dos negócios e no mundo da família. Mas por detrás deste homem “maravilhoso”, Miller está a tentar desesperadamente vender o seu império a um grande banco, antes que toda a dimensão das suas fraudes seja revelada e ainda esconde uma relação amorosa com uma comerciante de arte francesa, Julie Côte. A sua filha e mulher não desconfiam de nada, mas até que um erro cometido pode-lhe custar todo o seu império e toda a sua família. Será que Miller tem o que é preciso para dar a volta à situação?


O desenvolvimento deste filme é um dos seus melhores aspetos, cheio de intrigas, suspense e com vários jogos psicológicos pelo meio.  O objetivo é vender a sua empresa a Mayfield, mas Miller vai ter que lutar muito até lá chegar, porque tem de evitar ser preso e ser humilhado no mundo da política ou económico pelo meio. O filme vive disto, destas reviravoltas que acabam por ser resolvidas de uma forma inteligente e meticulosa por Miller.



Richard Gere oferece-nos uma interpretação com valor de nomeação ao Óscar ao encarnar o papel de Robert Miller, uma personagem muito completa e vigarista mas sempre com um pequeno toque subtil de gentileza que nos faz não odia-la e sim torcer por ela. Susan Sarandon e Brit Marling, que são a mulher e filha de Miller, respectivamente, oferecem-nos duas performances muito interessantes e intensas. Com destaque para a veterana Sarandon, que nos contempla com uma cena de cinco minutos, mais coisas menos coisa, já perto do final do filme, em que mostra o que uma mãe é capaz de fazer pelo bem dos seus filhos, foi espetacular. Por fim, o detetive Michael Bryer, uma personagem de início parecendo banal, mas que acaba por nos mostrar a corrupção na força policial e o que os mesmos podem ser capazes de fazer apenas para condenar um suspeito do qual não têm provas suficientes, e para se tornarem ainda melhores. Conta com Tim Roth como o interpretador desta personagem. É importante referir a crítica ao sistema judicial da atualidade, onde uma pessoa com dinheiro e conhecida consegue safar-se sempre, e é neste aspeto que a personagem de Tim Roth participa mais.



Nicholas Jarecki tem aqui o seu primeiro filme, que conta com uma realização muito satisfatória. O argumento também da autoria de Jarecki é claramente o melhor deste filme, com grandes diálogos e personagens muito consistentes.


O pior talvez seja o fim que é previsível, mas que acaba por ser tornar algo inovador com a reviravolta da mulher de Miller contra o mesmo. Arbitrage é um grande filme, cheio de suspense e intriga. Uma grande adição ao género que eu espero que traga algumas condecorações ao filme, principalmente para o lado de Gere e para o grande argumento de Jarecki. Um filme que merece ser visto.


4,5 Estrelas em 5


Realizador: Nicholas Jarecki


Argumento: Nicholas Jarecki


Elenco: Richard GereSusan SarandonBrit MarlingTim Roth, entre outros.





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