Não só baseado na mais bela história de amor da Disney, Beauty and the Beast é, igualmente, o remake de uma série, com o mesmo nome, de 1987. Pois é, essa tão antiga série teve três temporadas, e aparentemente não foi má. Porém, esta mais recente aquisição da The CW não está a ter tanto furor assim.
Vincent, enquanto anda pela noite na sua tentativa de salvar pessoas, recebe sinais dos seus super poderes relativamente a um jovem que foi espancado quase até à morte e deitado num caixote do lixo, este salva-lhe a vida, levando-o para o hospital a tempo, sem dar a cara. Catherine e Tess ficam encarregues deste caso, bem como Tess fica encarregue de treinar Cat para um importante jogo de basebol, do departamento.
Este quarto episódio tem a denominação de Basic Instinct, e o meu instinto está a dizer-me que esta série não terá um grande futuro. Antes de fazer esta crítica, fui verificar quantos episódios ia esta série ter. Pelo menos esta temporada vai ter treze, sem se saber quando estreia esse décimo terceiro e último episódio. Antes de concluir a visualização deste episódio, fui verificar a pontuação que tem tido. Não tem sido positiva. Acabei, então, de ver o episódio, e tenho a afirmar que, na minha opinião, se tiver uma segunda temporada, é porque os criadores/produtores desta série estão cheios de dinheiro. Mas fora brincadeiras, eu tenho-me desiludido bastante com esta série. Estava com esperanças que a cada episódio ia ter uma coisa completamente nova à frente dos meus olhos, ia ter episódios de fazer explodir a cabeça de tanto suspense guardado para a última. Mas a verdade é que a minha reacção tem sido sempre a mesma, mais normal que o normal. E se há palavra que descreve bem esta série, essa palavra é: monótona. Porque, na realidade, é o que ela é. Sem querer ser pessimista, mas embora eu não tenha conhecimento (por não ter visto) da série Beauty and the Beast de 1987 transmitida pela CBS, esta série tem-se revelado de fraco potencial, de enredo rápido, fácil e previsível. Não há novidades aqui, não que eu as consiga reconhecer. Sei que provavelmente estou a divagar de mais, e peço desculpa por isso, mas para pessoas como eu, que acompanharam episódios de “N” séries policiais, como CSI, NCIS, Casos Arquivados, ou, mais dentro do tema de seres paranormais, Fringe, esta série tem sido simplesmente… Um colapso nas séries policiais e de drama.
Voltando ao que provavelmente interessa, sem me “entusiasmar” demasiado, vou começar por falar da conspiração que referi na crítica anterior. Quando a “agência” que fez a experimentação em Vincent descobre que Catherine tem contato com o mesmo, estes apanham-na e querem que ela lhes diga onde ele está. Esta resiste e sai praticamente ilesa sem dizer por onde ele anda. Mas como em todos os contos de fadas, Vincent sabe disto e vai entregar-se para o bem dela. Mas isto é tão… revoltante. Se tivesse a ver um filme do Nicholas Sparks, já os tinha visto a admitirem o amor deles aos 50 minutos, mas estes em cada 40 e poucos minutos de episódio não. São só treze episódios, mas por favor! Eu quero ver alguma acção para além da Catherine “Supermulher” Chandler, que dá porrada aos tipos todos.
Eu não quero voltar ao meu modo maldosa outra vez, mas achei este episódio tão… nada diferente, que analisar o episódio em si torna-se difícil. Eu já sinto que já não sei fazer uma análise boa de um episódio sem me tornar demasiado repetitiva e aborrecida… É que a reputação da série tem vindo a descer gradualmente, e a continuar assim chegamos, pelo menos, ao sétimo episódio sem qualquer audiência. Eu tenho visto a série, porque pensei que aqueles episódios anteriores tivessem sido um erro técnico ou algo que se pareça, mas não… Eu a pensar que neste episódio ia ver uma ação soberba e um romance incansável, enganei-me totalmente… Outra vez. Contudo, prometo continuar a deixar-vos informados sobre a mesma.
E de forma muito breve, vou exprimir-vos os pontos fortes desta série. Primeiro de tudo: o elenco. É de facto um bom elenco, e isso não consigo negar, mas talvez terá o seu futuro marcado depois desta série. Esperemos que não. De seguida, o cenário da bela cidade de Nova Iorque, e o facto de, em termos de iluminação, se tornarem cenários escuros, o que demonstra mesmo a ideia da série. Ou seja, o crime. Já história em si está igualmente boa, mas má desenvolvida e passada para o ecrã…
Por fim, vou fazer nada mais para além de concluir. Eu tenho acompanhado esta série desde que estreou, e a cada episódio me sinto cada vez mais arrependida. Começo a vê-la sem entusiasmo, só pela curiosidade de saber o que vai acontecer a seguir, e para manter a par desta triste degradação a todos os leitores no nosso estimado blog. Porém, quem gosta da série, eu não vou julgar, porque aliás, opiniões são opiniões. Embora aqui, gostos se discutem.
É triste ver séries como esta a irem pelo cano abaixo, tendo em conta no canal que é, torna-se ainda um pouco mais triste. Mas mal por mal, o aconselhável seria a série ser transmitida até ao fim, pelo menos para termos conhecimento do que se segue e como acaba.
5 estrelas em 10