Boas a todos os leitores do Este Blog Não É Para Velhos. Desde já, quero agradecer aos meus “novos” colegas por me terem aceite neste blog, e quero mesmo agradecer, pois acho que este blog vai ser uma grande força para as minhas críticas futuras, tanto como jogador, como pessoa. Mas deixemos de lado as formalidades para outra crítica, e vamos á questão: Brothers In Arms: Hell’s Highway.
Vou fazer uma crítica a este jogo, por uma simples razão: nunca tinha experimentado um jogo da saga Brothers In Arms. Gostei muito de jogar este jogo, portanto toda a saga deve dar, de igual modo, esta sensação de jogar. Digo mais, foi uma sensação completamente nova.
Estou muito habituado aos modos de jogo como COD (Call of Duty) e Battlefield, por isso nunca pensei que houvesse este tipo de jogo, em que podemos construir táticas com os nossos esquadrões.
Vamos começar pelo início, e com início, refiro-me à sua introdução. O que acho que está muito bem organizada e ganhou os meus pontos, pois quando comecei o jogo, deu-me uma sensação de querer experimentar e jogar, portanto, motivar-me, levar-me a jogar aquele jogo. E eu sou daquelas pessoas que se o jogo não tem uma boa banda sonora e um bom acolhimento, vou, mais tarde ou mais cedo, cansar-me do jogo. Se tiver estes conteúdos que referi, jogo como se não houvesse amanhã, passo o jogo e meses depois sou capaz de o voltar a jogar só mesmo pela banda sonora (como acontece no Need For Speed: Underground 2, mas isto num exemplo). Com esta introdução poderemos resumir o jogo da seguinte forma: Guerra, destruição e liderança de um homem (que será a personagem principal, ou seja, nós). Com estas palavras descrevemos o jogo, mas é claro que dentro da destruição vem muita coisa, dentro da guerra também, e da liderança igualmente.
Bem, entramos, então, no modo New Game (Novo Jogo) e começamos a ver a história, que vou resumir. Mas, atenção, vou resumir a história, não o que se vai passar no jogo.
A história passa-se em Setembro de 1944, e para aqueles mais esquecidos de História, foi depois do Dia D, que foi no dia 6 de Junho de 1944 (esta data é muito importante, pois foi o ponto de partida para a vitória dos aliados na guerra, na invasão da Normandia, França). Portanto o jogo passa-se na reconquista da Holanda, e foi um dos momentos mais negros da 2ª Guerra Mundial, que retirou a vida a mais de 17 mil soldados Aliados em apenas 8 dias (dias que nós vamos passar no jogo). Nos livros esta operação foi denominada por Market Garden, mas para os soldados do 101 Aerotransportada conheciam-na como Operação Caminho do Inferno. Bem, e o jogo reconstrói esta tal operação, até dizendo na capa:
“Só há uma forma de sair do inferno…
É passar por ele”
Entretanto passamos da introdução e vamos ao jogo, onde reparei logo numa coisa… Era um homem que estava a contar a história, presumi que fosse a nossa personagem, Baker, que tivesse estado a falar da sua história na Operação e como comandou as suas tropas e as suas histórias de guerra. Mas depois também percebi, que ele não estava a contar tudo ao pormenor, fazendo com que a pessoa ficasse um pouco confusa. De seguida, reparei que nos faz ver que isto é um jogo tipo um filme ou novela contada por Baker e os seus problemas de guerra, como já referi. Como é um jogo para um público mais velho e afins, acho que está bom. Contudo, percebi que, quando as pessoas estão confusas, precisam de explicações, portanto vão começando a procurar as suas respostas. E assim (na minha opinião) recorrem à tática do jogo, indo buscar as mais variadas “histórias dos avós”. Tornou-se numa tática espetacular por parte da Ubisoft, em atrair o público a acabar o jogo.
E reparem leitores, houve uma parte do jogo em que eu fiquei triste com a morte do nosso personagem (no início, ele dá todo os indícios de que morreu num hospital assombrado, baleado por 3 homens) mas ao longo do jogo (quase no fim) descobre-se uma coisa fantástica acerca dessa parte do hospital. Não vou estar a dizer, pois eu RECOMENDO (até com letras grandes) este jogo, pois está bom e é uma experiência muito boa.
Mas com a calma que o jogo me trazia e a fluidez, apontei uma coisa. Este Jogo é para todas as idades. Quer dizer, se retirarmos as cabeças voadoras de um bom headshot, e as pernas fora do corpo de uma explosão de bazuca, acho que fica bom para o público a partir dos 8 anos. É que se repararmos não existe só público jovem e adulto a jogar. Tenho conhecimento de que os avós e avôs estão para as curvas, no que se entende de videojogos. Com isto, eu quero dizer que este jogo, se o pudesse avaliar em termos de a quem se destinava, ou melhor, que público é que poderia gostar do jogo, eu diria que era familiar, um jogo totalmente acessível a todas as idades.
Acho que a jogabilidade é boa. Pede concentração, e também pede calma, pois há missões em que se se perde a paciência, morre-se logo. Achei engraçado, pois o jogo foi tão realista, que houve uma missão em que estava a andar muito bem, e caiu-me um mortar de um avião (bomba destinada à explosão de edifícios). Morri, mas achei graça (achei porque ainda estava no início, pois se acabasse acho que desinstalava o jogo, mas isso é a minha “fúria” a falar).
Em relação às cabeças voadoras, pude reparar numa situação que me pôs a pensar mesmo muito, e depois resolvi ir pesquisar, para não tirar conclusões precipitadas, que é a seguinte situação. Os jogos que eu conhecia que faziam câmara lenta de balas a entrarem no crânio, era só mesmo o jogo Sniper Elite, ou a versão seguinte Sniper Elite V2. Fui pesquisar, e não, não era do mesmo motor de jogo, nem os motores de busca combinavam. Fez-me pensar, mas isto num aparte, pois acho que este mecanismo de câmara lenta faz motivar o jogador para dar uns headshots.
O modo Multijogador está bom, mas para a época. Pois agora, em primeiro lugar, quero destacar que o jogo já foi abandonado pelo público, pois quando um jogo como aquele só tem 2 salas disponíveis e as salas estão basicamente vazias, uma pessoa fica triste de não ter visto como aquilo era antes. Presumo que estaria cheia de salas, mas não foi o caso, paciência... Mas do que percebi, aquilo é mais para o divertimento, pois aquilo não tem objetivos, ou seja, rankings como o COD e o Batllefield. Em segundo lugar, quero explicar que o problema não é o multijogador, pois este até é bom de se jogar. O problema é que o jogo já é velho, e o público deixou de jogar, ou seja, o multijogador está quase ao abandono. O multijogador está bom, até tem um sistema de liderança, onde podemos ser os líderes da equipa ou do esquadrão. O multijogador até tem um bom apoio do Gamespy, que acho que é um bom sistema de serviços de multijogador.
O jogo pode ser antigo, mas os gráficos estão bem recentes. Ainda utiliza o DirectX 9, mas mesmo assim, ainda consegue competir com jogos de 2010 (dado que o jogo saiu em 2008).
Eu adoro acabar uma crítica/comentário com pontos, e, aqui vai, de 0-10:
- Jogabilidade- para o jogo que estamos a falar, e que se destina para todos poderem jogar, acho que está bom. Mas para aqueles que exigem muito sangue muitos gritos e pouca história, ficou muito aquém, portanto-------7
- Musica/Banda sonora- A banda sonora, está com muito estilo de coragem, dedicação e motivação. Sons de guerra, não é verdade. Portanto, acho que se enquadra. Mas dentro do jogo falta-lhe, gritos de dor, gritos de raiva, quando um colega morre ao nosso lado, e não só uns gritos de aviso para o Baker se afastar dos tiros, portanto-------------------6
- Gráficos- O BiA:HH (Brothers In Ams: Hell’s Highway) ainda é do tempo do DirectX 9.0, portanto digamos que os gráficos estão bons para o tempo dele, portanto-------------------------------9
7,3 estrelas em 10
Pronto leitores/as, espero que joguem este jogo, pois está muito bom em termos de conteúdo cinematográfico, e a jogabilidade adequasse a toda a gente. Eu já fiz a minha crítica acerca do jogo. Esta é e será a minha opinião, mas já sabem o nosso lema: Aqui gostos discutem-se.
Fiquem bem.