Basebol, um desporto de pouco interesse no nosso pais, o que faz com que este filme seja posto de lado por muitos de nós. No entanto, o facto de Eastwood voltar à representação depois de uma ausência de quatro anos do ecrã traz vários interessados ao cinema. Ou seja, as coisas equilibram-se. Mas agora o importante: foi este um grande regresso deste grande senhor aos cinemas? Descubram.
Trouble With The Curve (titulo português, As Voltas da Vida) desenrola-se a volta de um dos olheiros mais antigos e melhor do basebol americano, Gus Lobel. A vida pesa a todos, Gus não é exceção e como tal começa a criar um problema na vista que o limita no seu trabalho. As suas recentes recomendações começam a ser postas em questão e também o seu contrato. Com isto tudo, Gus tem uma última hipótese de conseguir a renovação do seu contrato, para tal precisa da ajuda da pessoa que ele nunca pediria ajuda, a sua filha, Mickey. Pelo meio desenvolve-se um romance entre um ex-jogador de basebol e agora olheiro, Johnny Flanagan e Mickey.
Estamos presentes com um filme que se foca mais na relação entre Gus e Mickey, não tanto sobre o basebol, mas no entanto é o tema essencial do filme. Esta é uma película que nos transporta para a bancada de um jogo de basebol, que nos mostra os pormenores da forma de jogar de um batedor e de um lançador, o que até é interessante e informativo.
O desenvolvimento se tivesse sido executado de uma forma diferente teria sido muito interessante visto que tinha um bom elenco nas mãos. Tinham tudo para sacarem daqui um filme desportivo consistente e envolvente. Mas mantiveram aquele espírito habitual de um filme desportivo dramático o que deixou o mesmo com o rótulo “não é assim tão interessante, existem vários assim e alguns deles melhores”. Independentemente de tudo, há que destacar a relação entre Gus e Mickey, potente e bem construída, um dos poucos fatores bons do filme. O ponto mais alto, e mesmo assim, não tão alto, são as performances. Eastwood como Gus, Amy Adams como Mickey, Justin Timberlake como Johnny e John Goodman como Pete Klein, o fiel amigo de Gus, dão uma vida diferente ao filme, tornam-no mais chamativo e interessante.
Mesmo assim, as prestações não são por ai além, apenas mantém as suas reputações como bons atores, deixando de lado Timberlake que não tem lá muito jeito para este tipo de papel. Este foi o primeiro trabalho como realizador de Robert Lorenz, oferece-nos uma realização satisfatória mas peca no produto final.
Contudo, Trouble With The Curve consegue entreter e não é um mau filme, apenas não traz nada de novo ao género.
2 Estrelas em 5