domingo, 16 de dezembro de 2012

Crítica: "LOL"

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 LOL. Não, não me estou a rir ou a gozar com a vossa cara, estou sim a fazer a introdução ao filme LOL protagonizado por Miley Cyrus. É um filme cujo título mostra que se fala de algo contemporâneo, de algo que se identifica exactamente com a nossa sociedade de estrangeirismos. Uma adaptação do filme francês de 2008 com o mesmo nome, o resultado foi este.



 Lola é uma jovem adolescente que retoma à escola de coração partido após o fim da sua relação com Chad. Este tem uma banda com o seu amigo Kyle, que por sua vez é o melhor amigo de Lola. Lola tem uma relação complicada com a mãe, onde ambas têm uma maneira de viver idêntica, mas mal comunicam entre si.


 Lola é interpretada por Miley Cyrus. É uma adolescente apaixonada, divertida, viciada às novas tecnologias, mas ingénua. O seu ex-namorado Chad (George Finn) é um garanhão que a vai trair no verão, mas depois de acabarem morre de ciúmes. Kyle (Douglas Booth) é o protótipo de rapaz perfeito e romântico. Emily (Ashley Hinshaw) é uma das melhores amigas de Lola que faz tudo pela calada e é quase uma ninfomaníaca. Janice (Lina Esco) é a outra melhor amiga de Lola que tem um namoro estável. Ashley (Ashley Greene) é a barbie da escola que curte com todos e que ninguém gosta. E assim temos o elenco juvenil básico, épico e pouco ousado. É um elenco juvenil que é feito somente de caras bonitas, mas de interpretações monótonas. Não estão más, simplesmente já todos vimos iguais e melhores.



 A primeira vez que vi a sinopse deste filme, li algo do género “um filme que relata a história de uma jovem viciada nas novas tecnologias”. Depois de ver o filme fiquei a pensar onde estaria esse vício. Muito sinceramente, tudo o que vi foi ela a fazer uma fita por causa do telemóvel, e a usar o computador duas ou três vezes, durante três minutos, ou nem tanto, para utilizar o Facebook… somente o chat do Facebook


 E vamos falar de coisas positivas. Neste filme conseguimos ser deliciados pela maravilhosa paisagem de Paris, em especial a Pont des Arts e a Torre Eiffel. É de facto uma cidade belíssima, e sem dúvida a cidade do amor. Para acompanhamento desta beleza, temos a banda sonora que nesta cena está adequada, pois somos presenteados como melodias típicas e características de França.


 Já quanto ao argumento este está… pois, é difícil de explicar. O filme foi um pouco uma desilusão para mim, especialmente porque contava que toda aquela adição às novas tecnologias lhe tornasse a vida complicada, que ela mal saísse de casa, ou passasse a vida nas redes sociais. A verdade é que ela tem uma vida de adolescente ridícula, onde mente sobre ser virgem, e utiliza outros rapazes para fazer ciúmes… Desculpem, estou a divagar e a cometer spoilers. Voltando ao que interessa, o argumento deste filme não é mau, mas também não é brilhante. Se chegar ao nível bom, é por sorte. Mas a verdade é que entretém e não torna o filme entediante.


 Um filme que se podia tornar mais interessante, acaba por se tornar um filme um pouco ou tanto idiota por a história ser toda melodramática, cheia de dramas inúteis e com pouca falta de moralidade por parte das personagens. Podia ter dito muito mais a ganhar, mas deu tudo a perder.


2 estrelas em 5


Realizador: Lisa Azuelos


Argumento: Lisa Azuelos e Kamir Aïnouz


Elenco: Miley Cyrus, Douglas Booth, Ashley Greene, Demi Moore, Ashley Hinshaw, Lina Esco, George Finn, entre outros.








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